Eleições 2026
A cada eleição temos a oportunidade de melhor nosso país. Apesar dos esforços em todas as esferas de governo, a maioria das crianças brasileiras ainda não alcança padrões mínimos de aprendizagem. O desafio é enorme: o Brasil tem 46 milhões de estudantes na educação básica (86% na rede pública), em 179 mil escolas.
A educação integra, ao lado de saúde, segurança e economia, os quatro temas prioritários para o eleitorado brasileiro. Candidatos que priorizarem a educação em suas plataformas de 2026 ocuparão um espaço estratégico junto ao eleitorado e, sobretudo, farão a diferença na vida de milhões de famílias. É atribuição de parlamentares e gestores públicos enfrentar com seriedade os problemas que afetam o presente e o futuro do Brasil. Portanto, caberá aos eleitos promover melhorias efetivas em estados e municípios de sua base eleitoral. Assim, sugerimos as seguintes bandeiras para seu mandato:
- Engajamento das famílias na vida escolar. Condicionar recursos à implantação de programas que unam casa e escola e que aumentem o sucesso na alfabetização. Hoje, os sinais de fragilidade são claros: 53% dos brasileiros não leram nenhum livro nos últimos três meses, e apenas uma minoria das famílias mantém práticas frequentes de leitura antes da entrada da criança na escola.
- Valorização qualificada do professor. Defender exame nacional de certificação docente e bonificação por resultados. Para quem já está na carreira, faltam incentivos. Os cursos de Pedagogia estão entre os de pior desempenho acadêmico, e o país enfrenta déficit projetado de 235 mil professores até 2040.
- Materiais didáticos baseados em evidências. Promover critérios técnicos de qualidade para materiais didáticos, com mecanismos para prevenir a adoção de materiais inadequados e corrigir os que já estiverem em uso. Por exemplo, apenas 3,4% das referências ao agronegócio em livros didáticos distribuídos pelo MEC vêm de fontes científicas.
- Participação em avaliações internacionais. Cobrar a permanência do Brasil no PISA, no PIRLS e no TIMSS e lutar para que os resultados sejam efetivamente utilizados como indicadores oficiais de desempenho. No PISA, ficamos em 52º lugar entre 81 países em leitura, e 73% dos jovens de 15 anos não atingiram o nível adequado em matemática.
- Orientação vocacional e educação para o empreendedorismo. Lutar pela inclusão desses componentes no Ensino Médio e promover parcerias com o setor produtivo. O Brasil ficou em 14º entre 26 países comparáveis em ranking internacional de educação empreendedora.
- Padrões internacionais de qualidade para a pós-graduação e a pesquisa. Defender indicadores para credenciamento de programas de mestrado e doutorado e incentivar publicações em periódicos de referência e resultados mais efetivos nas pesquisas. Menos de 6% das publicações brasileiras estão entre as 10% mais citadas do mundo, abaixo da referência internacional, que é de 10%.
- Acompanhamento do novo PNE e implementação do SNE. Acompanhar de perto a execução do Plano Nacional de Educação e a implementação do Sistema Nacional de Educação, cobrando resultados efetivos, prazos e metas no uso dos recursos e no planejamento das políticas públicas e divulgação de dados com transparência e no tempo certo.
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Alfabetização concluída no 1º ano do ensino fundamental. Defender a alfabetização plena no 1º ano nas redes públicas é uma medida de equidade e de justiça. Conforme o último SAEB, apenas 49% dos alunos de escolas públicas estão alfabetizados no 2º ano, e 29% da população brasileira é analfabeta funcional.
Segurança nas escolas.
Criar zonas de proteção escolar, em parceria com as forças de segurança pública, com foco no enfrentamento à violência.
Este é um dos problemas que mais preocupam a população: 18% dos diretores em escolas estaduais relatam tráfico de drogas na escola, 18% reportam alunos portando armas e 8%, citam atentados contra profissionais da educação.
Essa pauta une educação e segurança pública, temas de forte apelo junto ao eleitorado
